Saúde

Cientistas chineses criam “cola” para estancar sangramento no coração

Cientistas chineses criam "cola" para estancar sangramento no coração Cientistas da China conseguem criar uma espécie de "cola" que estanca sangramentos no coração e em artérias, aguentando maior pressão sanguínea do que as substâncias já existentes no mercado  (Foto: Reprodução)Cientistas da China conseguem criar uma espécie de "cola" que estanca sangramentos no coração e em artérias, aguentando maior pressão sanguínea do que as substâncias já existentes no mercado (Foto: Reprodução)

Um estudo publicado no jornal científico Nature Communications revelou uma “cola” biológica desenvolvida por pesquisadores chineses, que pode parar o sangramento de uma ferida em artérias e corações — até mesmo quando o órgão ainda está batendo.

Um vídeo mostra como a “cola” pode se solidificar quando é exposta a uma luz ultravioleta até que o sangramento seja controlado. O processo dura pouco menos de meio minuto: a substância se solidifica em um hidrogel não tóxico, capaz de preencher superfícies escorregadias como o tecido cardíaco quando ele ainda está pulsante.

Por enquanto, a invenção ainda não foi testada em órgãos humanos, mas um protótipo foi utilizado em coelhos e porcos, mostrando um desempenho superior ao que já existe em termos de suturas e colas cirúrgicas.

Durante os experimentos com coelhos o gel desenvolvido estancou o sangramento do fígado e da artéria femoral (a segunda maior artéria do organismo) dos animais em uma questão de segundos. Nos testes com porcos, a substância desenvolvida foi capaz de estancar um sangramento na artéria carótida (que leva sangue ao cérebro) e reparar furos na parede cardíaca.

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“O hidrogel foi eficaz e fechou a ferida no coração após duas semanas, e quase nenhuma necrose e pouca inflamação foi observada na interface ferida na coloração da seção patológica, confirmando uma excelente biocompatibilidade com o hidrogel matriz”, contaram os autores do estudo.

Segundo os cientistas, já existem outros componentes que serviriam para funções similares, mas eles têm substâncias químicas perigosas para a saúde. O diferencial da “cola” criada por eles é que o material não apresentou perigo e suturas não precisaram ser feitas após o procedimento.

Além disso, o gel aguentou uma pressão sanguínea de 290 mmHg, marca muito maior do que a alcançada por produtos já difundidos na área cirúrgica. Segundo o que contou ao portal Science Alert, Hongwei Ouyang, pesquisador que participou do estudo, o produto pode chegar ao mercado para uso em cirurgias humanas nos próximos 3 a 5 anos.

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