Saúde

Quem foi Barbara McClintock, uma das maiores geneticistas da História

Quem foi Barbara McClintock, uma das maiores geneticistas da História A pesquisadora norte-americana Barbara McClintock (Foto: Wikimedia Commons)A pesquisadora norte-americana Barbara McClintock (Foto: Wikimedia Commons)

A norte-americana Barbara McClintock, nascida em 16 de junho de 1902, é considerada uma das três figuras mais importantes da história da genética. Doutora em botânica, ela venceu o Nobel de Medicina em 1983. McClintock morreu no dia 2 de setembro de 1992, em Nova York. Conheça a vida e carreira da cientista:

Independente desde pequena
McClintock nasceu em Hartford, capital do estado de Connecticut, e foi a terceira de quatro filhos de uma família de imigrantes britânicos. Seu pai era médico e, para que ele pudesse se estabelecer na profissão, a cientista foi morar com os tios em Nova York e começou a frequentar a escola aos três anos. Era descrita como uma criança solitária e independente, que mais tarde descreveu como uma “capacidade de estar só”.

Educação superior
Já no Ensino Médio, McClintock descobriu seu amor pela ciência e decidiu que desejava continuar seus estudos na Universidade Cornell, a contragosto da mãe, que desejava que ela se casasse. Após uma intervenção do pai, ela começou os estudos na Faculdade de Agricultura de Cornell em 1919. Naquela época, mulheres não podiam se formar em genética. Ela driblou isso estudando botânica e a genética das plantas. Em 1922, foi convidada por um professor para ingressar uma pós-graduação em genética.

Leia também:
+ Novo laser consegue destruir células cancerígenas em terapia não-invasiva
+ Inteligência artificial tem sucesso ao detectar câncer de pulmão

Pesquisa
O principal foco da pesquisa de McClintock era na citogenética do milho e em formas de visualizar e caracterizar os cromossomos da planta. Ela foi a responsável por publicar o primeiro mapa genético da planta. Descobriu ainda que a informação genética não é imóvel, que os genes podem ligar ou desligar a manifestação de certos fenótipos e, uma das maiores revelações da genética, os genes saltadores, que causam o fenômeno conhecido como transposição genética.

Esses genes têm a capacidade de se inserirem dentro de outros genes e podem causar doenças, assim como modificar a informação genética do organismo — em humanos, o fenômeno é aplicado em terapias gênicas, por exemplo, com a inserção de mecanismos que podem consertar ou regular defeitos genéticos.

Prêmios e reconhecimento
Pela descoberta dos elementos genéticos móveis, McClintock venceu o Nobel de Medicina de 1983. Foi a única mulher a receber o prêmio sozinha nesta categoria. Também foi consagrada pelo presidente Richard Nixon com a Medalha Nacional de Ciências dos Estados Unidos, em 1971.

Lugar de mulher é na Ciência (Foto: Divulgação)Lugar de mulher é na Ciência (Foto: Divulgação)

Acompanha tudo da GALILEU? Agora você pode ler as edições e matérias exclusivas no Globo Mais, o app com conteúdo para todos os momentos do seu dia. Baixe agora!

Compartilhar Assine já!
Veja essa e outras matérias no site da Revista Galileu