Saúde

Como a casca de ovo pode ajudar pessoas com problemas ósseos

Como a casca de ovo pode ajudar pessoas com problemas ósseos Casca de ovo pode ser usada em enxertos de tecidos ósseos, segundo estudo. (Foto: Pixabay)Casca de ovo pode ser usada em enxertos de tecidos ósseos, segundo estudo. (Foto: Pixabay)

A casca do ovo pode ser valiosíssima para nossa saúde. Calma, ninguém vai precisar salpicar casquinhas na salada. Segundo um novo estudo da universidade UMass Lowel, nos Estados Unidos, essa parte do produto da galinha, que costumamos descartar sem dó, parece ser útil para estimular o crescimento de tecido ósseo – algo importante para quem precisa fazer enxerto, por exemplo.

Por enquanto os testes se deram só em laboratório. Os cientistas adicionaram casca de ovo triturada a uma mistura de hidrogel; num segundo momento, juntaram células ósseas de humanos ao composto. Após passar um tempo em uma incubadora, o resultado é uma estrutura semelhante a um osso que poder ser reintroduzida no corpo do paciente.

A casca de ovo é composta principalmente por carbonato de cálcio e, junto do hidrogel, estimula células ósseas a crescerem e se fortalecerem. Outra vantagem do método é que, por usar células da própria pessoa, o risco de o sistema imunológico rejeitar o enxerto é bem menor.

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De acordo com Gulden Camci-Unal, líder da pesquisa, a descoberta pode ser aplicada em pessoas que sofreram fraturas por causa da idade, de acidentes ou mesmo devido a câncer e outras doenças. “Esse é o primeiro trabalho a usar casca de ovo e hidrogel para reparar osso. Já fizemos testes em um paciente e estamos animados com os resultados”, diz Camci-Unal, em nota à imprensa.

De acordo com o pesquisador, o método também pode ser usado para outros fins – crescer cartilagem, dentes e músculos, por exemplo. Sem contar que é uma saída bastante sustentável. “O descarte global de casca de ovo chega a milhões de toneladas por ano considerando as cozinhas comerciais e domésticas”, alerta o pesquisador. Encontrar um novo destino para o material é interessante para a economia, o meio ambiente e – bônus – nossa saúde.

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