Saúde

Enfermeira adota homem autista para que ele possa fazer transplante de coração

Lori Wood e Jonathan Pinkard (Foto: Piedmont Healthcare )Lori Wood e Jonathan Pinkard (Foto: Piedmont Healthcare )

Nos Estados Unidos, um dos requisitos para entrar na fila de transplantes é ter um responsável que possa cuidar do paciente após o procedimento. No estado da Géorgia, a enfermeira Lori Wood, de 57 anos, adotou Jonathan Pinkard, homem autista de 27 anos, para ajudá-lo a fazer um transplante de coração.

Só esse ano, Pinkard entrou e saiu várias vezes do Piedmont Newnan Hospital e, sem lugar onde morar, acabava passando algumas noites em um abrigo. Após conhecê-lo durante dois dias, Wood se ofereceu para ser a guardiã legal do rapaz e ele aceitou.

saiba mais

  • Entenda o que você precisa saber sobre o autismo
  • Autismo teria ligação em comum com mutações existentes no estômago

“Quando você é enfermeira e quer ajudar pessoas, pode ser bem frustrante saber que um paciente precisa de algo e por qualquer motivo não pode ter tal coisa”, disse Wood em um vídeo postado no Facebook do Piedmont.

Ela também contou ao site Today Health que acreditava que Pinkard morreria se ele não passasse pelo transplante. Em agosto, com auxílio da enfermeira, o homem realizou o procedimento e hoje está bem.

 Lori Wood e  Jonathan Pinkard no hospital  (Foto: Piedmont Healthcare ) Lori Wood e Jonathan Pinkard no hospital (Foto: Piedmont Healthcare )

Pinkard recebe cuidados diários de Wood, que receita as suas medicações e o leva à consultas hospitalares. Ela também está ensinando habilidades para que ele possa aumentar a sua independência no cotidiano. Pinkard espera poder voltar a trabalhar como auxiliar de escritório ainda em dezembro deste ano.

“Gostamos de programas de auditório e nos cumprimentamos com um high five [gesto de mãos] se acertamos as respostas. Ele é muito amoroso”, relatou a enfermeira.

Veja essa e outras matérias no site da Revista Galileu