Saúde

Evento em SP mostrará para alunas do ensino médio como é a vida de cientistas

Meninas poderão conhecer como é a rotina de uma cientista (Foto: Pixabay)Meninas poderão conhecer como é a rotina de uma cientista (Foto: Pixabay)

Nos dias 23 e 30 de novembro, estudantes de ensino médio terão a chance de conhecer como é a vida de uma cientista na prática. Ao todo, 40 garotas (sendo 30 de escolas públicas) poderão participar do “Vai ter Menina na Ciência”, evento gratuito feito por dez professoras da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP).

O objetivo é despertar nas garotas o interesse pela ciência, por meio de oficinas práticas e estudos com materiais didáticos sobre matemática, química, nanotecnologia, biologia, ciência da computação, farmacologia, física e ciências ambientais.

Rosana Retsos Signorelli Vargas, professora de matemática na USP e idealizadora do projeto, afirma que o evento busca auxiliar na escolha da profissão das meninas. “A ideia é fazer uma grande celebração científica, onde elas possam vivenciar um ambiente profissional”, ela diz à GALILEU. "As meninas podem até identificar que não querem determinada área da ciência, mas o importante é ter essa possibilidade."

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Nas atividades de química, por exemplo, as garotas participarão de experimentos em laboratório para investigar casos de assassinatos e dopagem com técnicas forenses.

Em biologia, haverá observações com microscópio e montagens de modelos de DNA. Em farmacologia, assuntos como envelhecimento e a doença de Alzheimer serão tratados com um jogo de tabuleiro, um aplicativo e um equipamento que simula dificuldades físicas na velhice.

Começando cedo
Segundo Vargas, o ambiente científico geralmente se inicia na graduação, mas o projeto busca incentivar o gosto pela área acadêmica no ensino médio. “As atividades terão a ver com o trabalho de pesquisa das docentes, mas elas irão passar esse conhecimento de forma experimental”, explica a professora.

As oficinas mostrarão descobertas de cientistas importantes, como Karen Uhlenbeck. “Este ano, ela foi a primeira mulher a ganhar o prêmio Abel de matemática”, comenta Vargas. Uhlenbeck descreveu as formas complexas de películas do sabão, ajudando a colocar uma base matemática em práticas de teoria quântica.

Assim como fez a ganhadora do Abel, Vargas trabalhará o experimento de bolhas de sabão junto às estudantes. "Utilizaremos materiais didáticos de matemática, mas que façam uma ligação com ciências da natureza e física."

O evento “Vai ter Menina na Ciência” foi baseado em três dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que são educação de qualidade, redução de desigualdades e igualdade de gênero. "Queremos mostrar para meninas que se elas quiserem se tornar cientistas, isso é possível", diz Vargas.

Lugar de mulher é na Ciência (Foto: Divulgação)Campanha Lugar de Mulher é na Ciência (Foto: Galileu)
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