Saúde

Casos de leucemia crescem em pessoas que fizeram resgate no 11 de setembro

Casos de leucemia aumentam entre pessoas que fizeram resgate no 11 de setembro (Foto: Wikimedia Commons)Casos de leucemia aumentam entre pessoas que fizeram resgate no 11 de setembro (Foto: Wikimedia Commons)

Pessoas que trabalharam no resgate e nas investigações que se sucederam ao atentado de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, têm maior probabilidade de desenvolver leucemia e outros tipos de câncer. A descoberta foi publicada no periódico científico JNCI Cancer Spectrum.

Após os ataques, cerca de 50 mil pessoas se envolveram nas buscas por sobreviventes e na recuperação do local onde as Torres Gêmeas colapsaram. A limpeza da área durou meses e terminou apenas em junho de 2002, período no qual esses voluntários foram expostos a uma série de toxinas prejudiciais à saúde.

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Outros estudos já haviam mostrado que esses trabalhadores tinham maior risco de desenvolver câncer de tireóide e de próstata, mas essa foi a primeira pesquisa a relacionar o evento também com a leucemia, que é um tipo de câncer que atinge os glóbulos brancos. De acordo com os especialistas, quem trabalhou nos detroços do 11 de setembro ficou exposto a agentes cancerígenos, como o benzeno, por exemplo.

A pesquisa foi realizada com base nos dados de 30 mil voluntários que foram acompanhados entre 2002 e 2013. "O estudo mostrou aumento da incidência de vários tipos de câncer em comparação com trabalhos conduzidos anteriormente em períodos mais curtos", disse Susan Teitelbaum, uma das pesquisadoras, em comunicado.

Os pesquisadores também perceberam que nem o tempo nem a intensidade da exposição aos destroços do World Trade Center impactaram no risco de ter câncer. Mas fatores como gênero e tabagismo podem, sim, elevar a probabilidade de essas pessoas desenvolverem a doença. Isso demonstra, segundo os cientistas, a importância de seguir acompanhando esses voluntários.

"Devido ao longo período de latência de muitos tipos de câncer, é possível que as taxas aumentadas de outros tipos de câncer, bem como os problemas de saúde dos voluntários do World Trade Center, possam surgir após períodos mais longos de estudo", ressaltou Teitelbaum.

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