Saúde

Quais são os melhores países para se viver, de acordo com este estudo

Pesquisa analisou 65 atributos para fazer seu ranking de melhores países para se viver (Foto: @thiszun / Pexels)Pesquisa analisou 65 atributos para fazer seu ranking de melhores países para se viver (Foto: @thiszun / Pexels)

Uma pesquisa recém-publicada pela empresa de consultoria BAV Group e pela Wharton School da Universidade da Pensilvânia (EUA) aponta os melhores países para se viver em 2020 – e os indicadores analisados vão muito além de renda per capita e qualidade do sistema público de saúde.

O ranking, que engloba 73 lugares, foi montado a partir das respostas de mais de 20 mil pessoas de diferentes nacionalidades. Os participantes tiveram que considerar o quanto eles relacionavam cada nação com 65 atributos diferentes. Quanto mais representativo de uma característica fosse um país em relação aos restantes, maior seria a sua nota nessa categoria, e vice-versa.

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Os atributos também foram reunidos em nove rankings menores: aventura (se o país é amigável e divertido; se tem um clima agradável), cidadania (relação com direitos humanos, meio ambiente, igualdade de gênero, progresso e liberdade religiosa), influência cultural (se o país é culturalmente significante e influente em termos de entretenimento), empreendedorismo (ligação com o resto do mundo, nível de educação da população, como é a força de trabalho qualificada), herança (se é culturalmente acessível; se tem uma história rica e muitas atrações culturais), abertura para negócios (corrupção, práticas transparentes de governo, impostos e burocracia), poder (liderança, influência econômica e política, fortes alianças internacionais e forças armadas), qualidade de vida (se tem bom mercado de trabalho, boa estabilidade econômica e política, bom nível das redes públicas de saúde e educação, bom ambiente familiar e segurança) e expectativa de crescimento econômico considerando-se a paridade do poder de compra.

O peso de cada um desses subrankings na lista global de melhores países foi calculado a partir dos dados de produto interno bruto (PIB) em paridade de poder de compra (PPC) divulgados pelo Fundo Monetário Internacional em 2017: categorias menores que tivessem uma relação mais forte com esse medidor de riqueza ganharam um peso maior.

Os países europeus se destacam na lista de melhores lugares para se viver  (Foto: Bayu jefri / Pexels)Os países europeus se destacam na lista de melhores lugares para se viver (Foto: Bayu jefri / Pexels)

A Suíça ficou com o topo da lista – posição que manteve de 2019 – seguida de Canadá, Japão, Alemanha, Austrália e Reino Unido. Os países europeus, sobretudo os escandinavos, se saíram melhor no ranking. China e Coreia do Sul também se destacam nas 15ª e 20ª posições.

O Brasil não ficou muito para baixo: foi considerado o 28º melhor lugar para se viver. "É um dos principais destinos turísticos do mundo. Porém, o país do século XXI enfrenta questões sérias que envolvem pobreza, desigualdade, governo e meio ambiente", considerou a pesquisa.

Já no fim da lista ficaram Ucrânia, Tunísia, Bielorrússia, Omã, Sérvia e Líbano. O estudo explicou que a guerra civil na Síria "desencadeou uma violência sectária no Líbano", e afetou os índices de bem-estar e desenvolvimento econômico do país.

"O projeto Best Countries foi desenhado para ajudar cidadãos, líderes de negócios e políticos a entenderem melhor como suas nações são vistas em uma escala global", diz uma seção da pesquisa. "As informações por trás da lista podem ajudar a se determinar as possibilidades atuais e futuras do sucesso econômico, político e cultural de um país, e podem ser usadas como uma ferramenta de tomada de decisões estratégicas."

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