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China conclui inauguração do maior telescópio do mundo

FAST foi apelidado de Tianyan, que significa Olho do céu. (Foto: Reprodução: FAST / Observatórios Astronômicos Nacionais da Academia Chinesa de Ciências.)FAST foi apelidado de Tianyan, que significa Olho do céu. (Foto: Reprodução: FAST / Observatórios Astronômicos Nacionais da Academia Chinesa de Ciências.)

Construído em uma depressão natural no sudoeste da China, o maior telescópio do mundo foi 100% inaugurado neste mês. Seu nome é FAST (do inglês, rápido) e foi apelidado de Tianyan, que significa “Olho do céu”. Algumas instalações já estavam funcionando desde 2016, mas o edifício foi completamente inaugurado agora.

Entre outras coisas, o objetivo principal da construção é estudar pulsares – estrelas de nêutrons que, graças ao seu intenso campo magnético, transformam a energia rotacional em energia eletromagnética. FAST já descobriu duas estrelas, em 2017.

Segundo a Xinhua, agência de notícias oficial do governo chinês, todos os indicadores técnicos do FAST estão atingindo ou superando os níveis planejados. Além de ser um poderoso radiotelescópio, os cientistas acreditam que ele fará grandes descobertas, especialmente nos primeiros dois anos. Todo o projeto custou cerca de US$ 170 milhões.

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Ao longo de cinco anos, o FAST também realizará duas pesquisas no céu, e levará outros dez anos para analisar todos os dados coletados. As pesquisas ocuparão cerca de metade do tempo de observação do telescópio, mas haverá espaço para estudos de busca por exoplanetas com campos magnéticos.

A construção substituiu o maior radiotelescópio do mundo, o Observatório Arecibo, em Porto Rico. Ambos os telescópios são grandes parabólicos que usam apenas uma parte de sua área de cada vez. Mas o FAST não apenas é maior como também é operado de maneira diferente, além de ser mais flexível porque pode alterar a forma de sua superfície.

Ele é composto por quase 4500 painéis individuais, além de 2200 guinchos na parte inferior, que podem moldar a superfície para diferentes partes do céu.

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Apesar da inauguração, a China ainda está procurando um cientista-chefe para comandar o telescópio. De acordo com alguns relatórios, existe certa relutância entre as pessoas qualificadas que já trabalham no órgão devido aos temores da abordagem autoritária chinesa. O país, então, tenta recrutar pessoas de outros países dispostas a assumir o cargo.

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