Saúde

Segundo paciente curado do HIV segue sem sinais do vírus após 30 meses

Célula humana infectada por HIV (Foto: Flickr/NIH Image Gallery/Creative Commons)Célula humana infectada por HIV (Foto: Flickr/NIH Image Gallery/Creative Commons)

Em 2019, um homem conhecido como “paciente de Londres” se tornou a primeira pessoa do mundo curada da infecção pelo vírus HIV. Agora, um novo estudo mostrou que, mesmo após 30 meses do fim de seu tratamento viral, ele permanece livre da doença.

Para quem não sabe ou não se lembra, o paciente de Londres tinha HIV até ter leucemia e precisar ser submetido a um transplante de células-tronco. Acontece que o procedimento ocorreu entre ele é um doador cujo DNA é resistente ao vírus. Resultado? Pouco após o transplante, ele estava curado.

saiba mais

  • HIV: cientistas conseguem eliminar o vírus de genomas de animais vivos
  • Novo tipo do vírus HIV é descoberto pela primeira vez em 20 anos

“Propomos que esses resultados representem o segundo caso de um paciente a ser curado do HIV. Nossas descobertas mostram que o sucesso do transplante de células-tronco como uma cura para o HIV, relatado pela primeira vez há nove anos no ‘paciente de Berlim’, pode ser replicado”, disse Ravindra Kumar Gupta, principal autor do novo estudo, publicado no The Lancet, em comunicado.

Segundo os especialistas, embora não haja infecção viral ativa no corpo do paciente, restos de DNA integrado do HIV-1 permaneceram em amostras de seus tecidos, que também foram encontradas no primeiro paciente curado da infecção. Os autores sugerem que eles podem ser considerados "fósseis", pois é improvável que sejam capazes de reproduzir o vírus.

saiba mais

  • Síndrome do preconceito: como o estigma contribui para o aumento da epidemia de aids

“É importante observar que esse tratamento curativo é de alto risco e usado apenas como último recurso para pacientes com HIV que também têm neoplasias hematológicas com risco de vida”, ressaltou Gupta. “Portanto, esse não é um tratamento que seria oferecido amplamente a pacientes com HIV que estejam em tratamento anti-retroviral bem-sucedido.”

Identidade revelada
O paciente de Londres permaneceu anônimo até recentemente, quanto revelou sua identidade para o periódico britânico The Daily Mail. Adam Castillejo tem 40 anos e nasceu na Venezuela e vivia com o HIV desde 2003.

Em 2012, ele foi diagnosticado com leucemia e passou pelo tratamento que acabou curando-o tanto do câncer no sangue quanto da infecção por HIV. Segundo Castillejo, ele decidiu permanecer anônimo até recentemente, quando sua história se popularizou e ele optou por se tornar um "embaixador da esperança".

Veja essa e outras matérias no site da Revista Galileu